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segunda-feira, 27 de setembro de 2010
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
quinta-feira, 8 de julho de 2010
PSICOSE - SUGESTÃO DE FILME
Psicose é o primeiro filme Serial-killer envolvendo um psicopata (Norman Bates). “Psicose” (Psycho, 1960) é um desses filmes, sempre mantendo seu lugar de destaque entre os grandes, configurando-se numa obra-prima de valor inquestionável, sendo um dos principais e mais conhecidos trabalhos de Alfred Hitchcock, um diretor “mestre do suspense”, cujo talento permanece eterno através de sua cultuada filmografia. Produzido em preto e branco há mais de quatro décadas atrás, foram poucas as cenas de violência apresentadas em “Psicose”, cujo roteiro prioriza o suspense psicológico, mas foi o suficiente para chocar o público na época e causar uma agitação que surpreendeu o próprio Hitchcock, com as tradicionais manifestações de protesto dos moralistas de plantão, boicotes organizados contra o filme, desmaios nas salas de exibição, pessoas se retirando no meio da projeção e opiniões polêmicas da crítica especializada. Tudo isso apenas concretizou um fato inegável, de que “Psicose” transformou-se num filme marcante para o gênero fantástico e inesquecível para os fãs do estilo. E é interessante verificar como o pensamento do mundo moderno mudou radicalmente em relação há algumas décadas atrás, pois nesse início de século XXI os fãs do cinema de Horror fazem protestos e boicotes, principalmente utilizando a internet como meio de comunicação, caso os filmes não tenham a quantidade de sangue e violência esperados. Hitchcock criou um estilo de capaz de prender o público – que se deixava fascinar - nas suas tramas, delicadamente urdidas e soberbamente dirigidas. Nesse filme em que o psicopata Norman Bates (Anthony Perkins) isola-se num pequeno hotel de beira de estrada para curtir seu complexo de Édipo, encontram-se todas as virtudes que consagrariam o diretor inglês como o mestre do suspense. Uma aula de cinema.
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quinta-feira, 17 de junho de 2010
SEVEN (Sugestão de Filme)
Comentários de Gustavo Catão
Diferente dos filmes de psicopatas adolescentes que matam casais de namorados por ordem de cachê, “Seven” segue a outra linha de enredos de serial killers hollywoodianos. Estou falando daquela categoria igualmente clichê de filmes policiais onde o grande detetive tem de desvendar pistas obscuras para capturar o assassino antes que este faça outra vítima. Mas “Seven” se destaca entre seus “companheiros” de enredo com seu bom, sólido e, principalmente, perturbador roteiro. Fugindo à regra de que todo grande policial precisa dar grandes “sacadas” para seguir a trilha do bandido (como nos repetitivos “O Colecionador de Ossos”, “Ressurreição Retalhos de Um Crime”, “Beijos que Matam” e a lista não acaba mais), vemos em “Seven” policiais que, apesar de darem suas “sacadas”, realmente ficam perdidos e desorientados ao enfrentar um assassino metódico e muito, muito cruel.
A história se passa numa chuvosa e cinzenta Los Angeles. O detetive Somerset (interpretado pelo veterano Morgan Freeman, de “Crimes em Primeiro Grau”) está a uma semana de se aposentar e, em sua última investigação, ajuda o detetive Mills (Brad Pitt), novato na cidade, a se familiarizar. Mills acabou de chegar com sua mulher (interpretada pela bela Gwyneth Paltrow) à Los Angeles, após trabalhar alguns anos no interior. Juntos, Mills e Somerset vão investigar uma desagradável cena de crime onde um homem imensamente gordo foi amarrado e, aparentemente, obrigado a comer até a morte. Atrás da geladeira eles encontram, escrita em gordura, a palavra “GULA”. Pouco tempo depois um famoso advogado da cidade é violentamente assassinado, e a palavra “COBIÇA” está pintada na parede, com seu próprio sangue. Somerset, após anos de experiência, percebe que se trata de um assassino serial que estaria matando pessoas de acordo com os sete pecados capitais: gula, cobiça, preguiça, luxúria, vaidade, inveja e ira. A perseguição então se torna uma “visita” a mente de um psicopata e aos mais profundos esconderijos da maldade humana, em uma seqüência de crimes extremamente perturbadora e chocante, que deixou muita gente sem dormir depois do filme. O toque final nessa obra de arte é por conta de Kevin Spacey, que nos dá uma aula de interpretação fazendo o papel do assassino, John Doe (curiosidade: John Doe é um nome usado no jargão policial para identificar um desconhecido, um “Zé Ninguém”).
Brad Pitt está em ótima forma no filme. Seu papel é exigente e ele o faz muito bem, mostrando que tem talento para papéis sérios e psicológicos. Morgan Freeman também faz uma ótima atuação encarnando o policial experiente que já está cansado daquele trabalho, apesar do ator já ter repetido esse papel vezes demais (prestem atenção à cena de Freeman na biblioteca, talvez uma das mais reflexivas do filme). E, como já dissemos, temos um pouco de Kevin Spacey, na sua melhor forma, lá pelo final da fita. A cara de indiferença do ator caiu como uma luva no papel do frio psicopata.
”Seven” é com certeza um filme de peso. Ele é bem reflexivo e angustiante. Toca em assuntos pesados, faz o espectador pensar em coisas que, só de lembrar, deixam-no arrepiado (quem mandou escrever essa crítica à noite?). O enfoque psicológico do filme foi feito sob medida para deixar todo mundo deprimido, achando que o mundo é um lugar horrível de se viver. Tudo isso é graças à David Fincher, diretor dos também bem sucedidos “Clube da Luta” e “O Quarto do Pânico”, que sabe como criar um filme pesado, um cenário deprimente e sujo, enfim, tudo que se precisa quando se quer falar do bestialismo da natureza humana.
Diferente dos filmes de psicopatas adolescentes que matam casais de namorados por ordem de cachê, “Seven” segue a outra linha de enredos de serial killers hollywoodianos. Estou falando daquela categoria igualmente clichê de filmes policiais onde o grande detetive tem de desvendar pistas obscuras para capturar o assassino antes que este faça outra vítima. Mas “Seven” se destaca entre seus “companheiros” de enredo com seu bom, sólido e, principalmente, perturbador roteiro. Fugindo à regra de que todo grande policial precisa dar grandes “sacadas” para seguir a trilha do bandido (como nos repetitivos “O Colecionador de Ossos”, “Ressurreição Retalhos de Um Crime”, “Beijos que Matam” e a lista não acaba mais), vemos em “Seven” policiais que, apesar de darem suas “sacadas”, realmente ficam perdidos e desorientados ao enfrentar um assassino metódico e muito, muito cruel.
A história se passa numa chuvosa e cinzenta Los Angeles. O detetive Somerset (interpretado pelo veterano Morgan Freeman, de “Crimes em Primeiro Grau”) está a uma semana de se aposentar e, em sua última investigação, ajuda o detetive Mills (Brad Pitt), novato na cidade, a se familiarizar. Mills acabou de chegar com sua mulher (interpretada pela bela Gwyneth Paltrow) à Los Angeles, após trabalhar alguns anos no interior. Juntos, Mills e Somerset vão investigar uma desagradável cena de crime onde um homem imensamente gordo foi amarrado e, aparentemente, obrigado a comer até a morte. Atrás da geladeira eles encontram, escrita em gordura, a palavra “GULA”. Pouco tempo depois um famoso advogado da cidade é violentamente assassinado, e a palavra “COBIÇA” está pintada na parede, com seu próprio sangue. Somerset, após anos de experiência, percebe que se trata de um assassino serial que estaria matando pessoas de acordo com os sete pecados capitais: gula, cobiça, preguiça, luxúria, vaidade, inveja e ira. A perseguição então se torna uma “visita” a mente de um psicopata e aos mais profundos esconderijos da maldade humana, em uma seqüência de crimes extremamente perturbadora e chocante, que deixou muita gente sem dormir depois do filme. O toque final nessa obra de arte é por conta de Kevin Spacey, que nos dá uma aula de interpretação fazendo o papel do assassino, John Doe (curiosidade: John Doe é um nome usado no jargão policial para identificar um desconhecido, um “Zé Ninguém”).
Brad Pitt está em ótima forma no filme. Seu papel é exigente e ele o faz muito bem, mostrando que tem talento para papéis sérios e psicológicos. Morgan Freeman também faz uma ótima atuação encarnando o policial experiente que já está cansado daquele trabalho, apesar do ator já ter repetido esse papel vezes demais (prestem atenção à cena de Freeman na biblioteca, talvez uma das mais reflexivas do filme). E, como já dissemos, temos um pouco de Kevin Spacey, na sua melhor forma, lá pelo final da fita. A cara de indiferença do ator caiu como uma luva no papel do frio psicopata.
”Seven” é com certeza um filme de peso. Ele é bem reflexivo e angustiante. Toca em assuntos pesados, faz o espectador pensar em coisas que, só de lembrar, deixam-no arrepiado (quem mandou escrever essa crítica à noite?). O enfoque psicológico do filme foi feito sob medida para deixar todo mundo deprimido, achando que o mundo é um lugar horrível de se viver. Tudo isso é graças à David Fincher, diretor dos também bem sucedidos “Clube da Luta” e “O Quarto do Pânico”, que sabe como criar um filme pesado, um cenário deprimente e sujo, enfim, tudo que se precisa quando se quer falar do bestialismo da natureza humana.
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quinta-feira, 3 de junho de 2010
EVILENKO - SUGESTÃO DE FILME
Quem é o terrível criminoso conhecido como Monstro de Rostov? Homem famoso por ter sido capaz de violentar, assassinar e devorar mais de 50 crianças e adolescentes sem deixar rastro algum? Muitos tentaram em vão solucionar este misterioso caso. Assim, coube ao Detetive Lesiev a missão de desmascarar e capturar este assassino. Porém, para isso Lesiev terá que penetrar na sádica mente deste cruel assassino trazendo para si uma sucessão de pesadelos, os quais a medida em que tenta compreendê-los acabam por se tornar insuportáveis, já que pior do que tentar compreendê-lo é ter que pensar como ele.
O filme conta a história real deste que foi o primeiro serial-killer conhecido da Rússia e um detetive fictício que tem a missão de desmascarar e capturar este assassino. Mas para isso terá que entender a mente do assassino, atraindo para si todos os pesadelos do maníaco. O primeiro ponto a destacar neste drama europeu praticamente desconhecido é o incrível desempenho de Malcolm McDowell (Laranja Mecânica - 1971), que é impressionante no papel do pedófilo canibal. A interpretação de McDowell é muito convincente. Sua atuação como o serial killer deve ser reconhecida como uma realização artística. A história é uma peça de ficção baseada na verdade, o que torna o filme muito interessante. Não esperem perturbadoras cenas de horror, mas sim por perturbadoras cenas de perversão. Nós não entramos na mente do serial killer, ele que tem de nos deixar entrar em primeiro lugar: “Dentro do espírito de Evilenko, você vai ver o céu azul”, (assistam e vão entender). "Evilenko" é um filme impressionante, que relembra o assustador Dr. Hannibal Lecter de "O Silêncio dos Inocentes" de 1991. A direção do promissor David Grieco também é magnífica, mantendo o ritmo adequado e exposição das cenas. Talvez hoje não é seja o dia, mas vejo este filme se tornando um clássico cult nos anos a vir.
O filme conta a história real deste que foi o primeiro serial-killer conhecido da Rússia e um detetive fictício que tem a missão de desmascarar e capturar este assassino. Mas para isso terá que entender a mente do assassino, atraindo para si todos os pesadelos do maníaco. O primeiro ponto a destacar neste drama europeu praticamente desconhecido é o incrível desempenho de Malcolm McDowell (Laranja Mecânica - 1971), que é impressionante no papel do pedófilo canibal. A interpretação de McDowell é muito convincente. Sua atuação como o serial killer deve ser reconhecida como uma realização artística. A história é uma peça de ficção baseada na verdade, o que torna o filme muito interessante. Não esperem perturbadoras cenas de horror, mas sim por perturbadoras cenas de perversão. Nós não entramos na mente do serial killer, ele que tem de nos deixar entrar em primeiro lugar: “Dentro do espírito de Evilenko, você vai ver o céu azul”, (assistam e vão entender). "Evilenko" é um filme impressionante, que relembra o assustador Dr. Hannibal Lecter de "O Silêncio dos Inocentes" de 1991. A direção do promissor David Grieco também é magnífica, mantendo o ritmo adequado e exposição das cenas. Talvez hoje não é seja o dia, mas vejo este filme se tornando um clássico cult nos anos a vir.
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